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BRASIL

 

Bronze no Pan de 2011, professor de squash na Capital vai voltar a competir
Informação: Daniel Silva

Vinícius Costa quer ir ao Pan do Canadá, em 2015. Modalidade pode ser incluída nas Olimpíadas de 2020

O jogador de squash Vinícius Costa, de 29 anos, foi medalha de bronze no Pan-Americano de Guadalajara, no México, em 2011, mas tem de dar aulas para poder se sustentar, já que o apoio para o esporte é quase inexistente no Brasil. Essa é a realidade do squash tanto no país quanto aqui em Santa Catarina, que tem apenas dois atletas “profissionais”. Com a possibilidade de a modalidade ser selecionada para integrar as Olimpíadas de 2020, há uma nova esperança para quem sonha em viver do squash, esporte que cresce bastante no Estado.

Luiz Evangelista/ND

"Tempo em que fiquei parado renovou o meu ânimo de jogar squash", disse Vinícius

Gaúcho de Caxias do Sul, Costa teve na família a inspiração para começar a jogar squash. Além da mãe, que tem uma academia na cidade, onde fica exposta a medalha de bronze que trouxe de Guadalajara, o atleta tem um tio e uma prima, Marina Costa, a número 3 do Brasil, que também foi ao Pan do México. “Ganhei no meu primeiro campeonato, com nove anos de idade. Aos 15 comecei a dar aula e no ano seguinte virei profissional. Eles me colocaram no esporte, então nada mais justo do que a medalha ficar lá. Minha mãe mostra para todo mundo. É bem legal”, disse.

Subir no pódio e cantar o hino brasileiro foi o auge da carreira de Costa como jogador, mas o seu melhor resultado aconteceu no fim de março, em Campinas (SP), em uma etapa do Brasileiro, quando venceu o 11 vezes campeão nacional Rafael Alarcon, considerado o maior atleta do squash no país em todos os tempos. “De 30 partidas, perdi 29. Foi uma batalha. Não é qualquer um que fica nove anos sem perder. Foi uma sensação incrível. Eu nem acreditei. Outros podem ganhar dele, mas eu ganhei primeiro. Nosso nível está acima dos outros”, afirmou Costa.

Período sabático

O maior resultado da carreira coincide com a volta de Costa ao circuito. Logo após o Pan do México, o atleta abandonou as competições. Deixou Brasília, onde morava desde os 20 anos para treinar, e fixou residência no Campeche. Em 2012, retomou os estudos na faculdade de educação física e continuou dando aulas, sem competir. As críticas vieram de todos os lados, principalmente da CBS (Confederação Brasileira de Squash), mas Costa precisava de um tempo para si. Com as energias renovadas, quer estar no Pan de 2015, no Canadá.

“Parei. Foram 18 anos jogando squash. Precisava mudar de cidade, ter um tempo para mim, me encontrar um pouco. A família me apoia sempre, mas recebi muitas críticas. As pessoas não sabem o que se passa. Não vivo de torneio, é um dinheiro extra. Consigo me sustentar dando aula. Esse tempo em que fiquei parado renovou o meu ânimo de jogar squash. Estou muito feliz. Foi uma decisão acertada”, comentou.

Regionalização

Acompanhado do filho Lucas Ribeiro, 11, o presidente da FCS (Federação Catarinense de Squash), Nelson Neto, contou detalhes sobre o começo do esporte no Estado. Há 20 anos em Florianópolis, ele abriu uma academia (Squash Center Floripa) em 1993, na SC 401, que funcionou até 2010, quando teve de entregar o prédio. Em 1994, Neto fundou a FCS. Diferente de outros centros, Santa Catarina tem se destacado pela regionalização. “A primeira quadra foi construída em Joinville, no fim dos anos 1970. Hoje temos etapas do Catarinense em oito cidades. Já crescemos bastante, temos uma regionalização que poucos estados têm. Temos quadras em quase todas as regiões”, declarou.

À espera da Olimpíada

Neto, que também foi presidente da CBS (Confederação Brasileira de Squash), de 2008 a 2012, está ansioso com a possibilidade de o esporte entrar na Olimpíada de 2020. O COI (Comitê Olímpico Internacional) oficializará tanto a sede quanto a nova modalidade dos Jogos em setembro, em Buenos Aires. “O squash concorrer com outros esportes como patinação, escalada e caratê. É o terceiro ano em que entramos na disputa. Em 2012, nos escolheram, mas não entramos. Em 2016, perdemos para o golfe e o rúgbi”, falou o presidente.

Luiz Evangelista/ND

Ao lado do filho, Nelson Neto se diz ansioso
para ver o squash nas Olimpíadas

Madri, Istambul e Tóquio concorrem para sediarem a Olimpíada. No dia 29 de maio, na Rússia, esses esportes serão apresentados em São Petersburgo, na Rússia. O Squash já faz parte do programa pan-americano e sul-americano. A inclusão nos Jogos Olímpicos beneficiaria mais aos atletas, segundo Neto. “O esporte vai continuar crescendo mais. Até no Acre tem quadra de squash. A visibilidade sempre será pequena. Os atletas, sim, se beneficiam. Terão apoio para competir e investimento na base, o que está sendo feito hoje no rúgbi e golfe”, avaliou.

Onde e quanto

Florianópolis hoje tem apenas quatro quadras comerciais. Duas no bairro João Paulo, na academia Alfama Squash Fitness, onde Neto e Costa dão aulas, e outras duas na avenida Ivo Silveira, na Estação da Bola, mas na Capital já existem quadras particulares. Para o presidente da FCS, o crescimento do esporte se dá por inúmeros fatores. “É indoor, não depende do clima. O squash ocupa um espaço pequeno. É possível construir uma quadra em uma garagem. Além de ser um esporte rápido. Em meia hora de atividade física você queima até 800 calorias”, informou.

O squash é equivalente ao tênis no custo. Uma aula de 30 minutos sai por R$ 45. O preço do aluguel de uma quadra por uma hora é de R$ 40. As raquetes podem ser compradas por R$ 70 (de alumínio) e a mais cara chega a R$ 450 (grafite). O tamanho da quadra, a bola e o sistema de pontuação são as maiores diferenças, como explica Neto. “O pique e peso da bola são diferentes. Ela é de borracha, e quanto mais aquece, fica mais tempo em jogo. Quanto melhor o jogador de squash, maior o rali”, concluiu.

As partidas são disputadas em três ou cinco games, dependendo de cada organização de campeonato. Ganha o game quem chegar a 11 pontos primeiro, sem vantagem. Quando a bola toca a linha, é contabilizado como erro. A quadra de squash mede 6,40 m2 de largura por 9,75 m2 de altura, e as quatro paredes podem ser utilizadas pelos jogadores.

Publicado em 13/04-13:00 por: Daniel Silva.

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